HAUTE COUTURE & PRÊT-À-PORTER

A alta Costura, contrariamente ao prêt-à-porter, consiste na criação de vestidos sob medida, produzidos em pouquíssimos exemplares e confeccionados na França. A chancela ‘alta costura’ é protegida internacionalmente por lei e é concedida unicamente pela Chambre Syndicale de la Haute Couture.

A disciplina foi criada no final do século XIX e, hoje em dia, só 21 marcas podem usar a denominação alta costura. Na França, a cada ano, pelo menos duas grandes exposições são dedicadas ao tema em Paris, contando a história dessa indústria desde sua criação até os dias de hoje, apresentando vestidos de marcas emblemáticas como Chanel, Dior, Lanvin e Yves Saint Laurent,  mas também peças de estilistas menos conhecidos do grande público, mas não menos sofisticadas. Aspectos muito interessantes e importantes de ir a uma dessas exposições é poder ver de perto um vestido de Charles Frederick Worth, feito em 1895, para a condessa Greffulhe, aristocrata francesa que inspirou Marcel Proust na criação do personagem da duquesa de Guermantes.

Ou, ter o privilégio de acompanhar o trabalho dos artesãos, pois cada vestido é feito à mão e emprega inúmeros profissionais, como bordadores, especialistas em plumas, em flores e tantos outros. Muitos deles só podem ser encontrados em território francês.

Um vestido de alta costura pode consumir até 800 horas de trabalho e custar somas astronômicas: um tailleur sob medida simples da Chanel sai por volta de € 30 mil, cerca de R$ 77 mil. Mas, caso você não tenha a oportunidade de ir em uma dessas exposições, você pode visitar o acervo do Galliéra, museu da moda da cidade de Paris. Alta costura é o setor profissional dos estilistas e costureiros de luxo. As casas e marcas de alta costura desempenham um papel de vanguarda no mundo da moda e da costura. Perfumes e bolsas são vendidos pelos ateliês de alta costura dentro das casas de prêt-à-porter.

Para fazer parte da Chambre Syndicale de Paris Haute Couture, definiu determinados critérios que precisam ser seguidos pelas casas:

• Trabalho feito à mão em ateliês próprios; • Possuir dois ateliês: um para a criação e confecção dos vestidos de alta costura e outro para criação e confecção de alfaiataria para os casacos; • Ter pelo menos 20 trabalhadores: bordadeiras, “plisseurs” (fazedores de plissado), especialistas em plumas, etc. cada um com um tipo de conhecimento e domínio único de técnicas de costura;• Apresentar peças personalizadas e únicas; • Participar em dois desfiles anuais incluídos no calendário de alta costura com pelo menos 25 modelos;• Ser apadrinhado por um estilista de moda para se tornar membro. Assim, uma casa de moda deve atestar a qualidade do trabalho de um designer para que ele se junte a marcas como Maison Dior, Armani e Louis Vuitton.

As casas de moda precisam renovar sua adesão a cada ano e por um processo de avaliação para se averiguar se elas podem ou não manter o título de alta costura. Após 4 anos de avaliações anuais – e aprovações – as casas de moda se tornam membros permanentes.

Nos dias de hoje, alta costura serve para promover e colocar a imagem da marca – e do estilista – em um lugar de destaque no concorrido mundo da moda. O principal objetivo das coleções de alta costura é o de “vender sonhos” e assim, ganhar uma clientela que adquire “prêt-à-porter” (bolsas, coleção de vestidos, perfumes para homens e mulheres, óculos, cosméticos, etc.).